O MEIO
O meio sustenta tudo.
As pontes ficam no meio. Ligam as duas margens, dão sentido a essas margens. E cada uma dessas margens já não termina em si.
O meio da balança segura os pratos. Reparte o peso, para que nenhum deles embata no chão. No meio pesa-se a verdade, e lê-se com clareza.
O meio separa as lutas com inteligência. Compreende a verdade de cada qual, e a ilusão de cada um. No meio o discernimento faz-se luz, de muitas luzes diferentes.
O meio é um vento que não para, uma voz em surdina que circunda as montanhas. É uma mão silenciosa que acaricia a tua face e levanta os teus olhos para as estrelas.
O ninho dos sonhos dos que ainda se atrevem a sonhar.

" É uma mão silenciosa que acaricia a tua face e levanta os teus olhos para as estrelas"
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🙂
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