O MEIO

O meio sustenta tudo.

As pontes ficam no meio. Ligam as duas margens, dão sentido a essas margens. E cada uma dessas margens já não termina em si.

O meio da balança segura os pratos. Reparte o peso, para que nenhum deles embata no chão. No meio pesa-se a verdade, e lê-se com clareza.

O meio separa as lutas com inteligência. Compreende a verdade de cada qual, e a ilusão de cada um. No meio o discernimento faz-se luz, de muitas luzes diferentes.

O meio é um vento que não para, uma voz em surdina que circunda as montanhas. É uma mão silenciosa que acaricia a tua face e levanta os teus olhos para as estrelas.

O ninho dos sonhos dos que ainda se atrevem a sonhar.




Comentários

  1. " É uma mão silenciosa que acaricia a tua face e levanta os teus olhos para as estrelas"

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